FALANDO SOBRE ANESTESIA

Doença Diverticular dos Cólons

Por Dr. Marcello Augusto Salgado, CRM: 81375

- Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto, - Título de especialista em Anestesiologia pela mesma faculdade. - Membro Ativo da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e da Sociedade Paulista de Anestesiologia.

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Existem vários tipos de anestesias que podemos utilizar em diferentes situações da parte cirúrgica como : ANESTESIA GERAL ; BLOQUEIO ESPINHAL E LOCAL COM SEDAÇÃO e suas variações.
Todas as cirurgias por Videolaparoscopia ou Robóticas devem ser realizadas sob anestesia geral, pelas suas características técnicas, trazendo conforto ao paciente.
Na anestesia geral o paciente é intubado e respira por um aparelho artificial. Houve grande avanço nos medicamentos anestésicos , trazendo segurança ao procedimento.
Ela pode ser venosa com um despertar mais tranquilo e menor “ressaca” para os pacientes.
As co morbidades são diretamente relacionadas ao tempo de cirurgia (maiores os riscos de trombose, dor e etc) e as doenças previas diagnosticas nos exames clínicos e laboratoriais pré operatórios.
As novas tecnologias permitem monitorizações cardíacas, respiratórias, neurológicas e etc , trazendo mais segurança no ato cirúrgico .

Exemplo:
-Monitorização contínua eletrocardiográfica do coração
- Mensuração da pressão periodicamente
- Acompanhamento da saturação de oxigênio
-Monitorização da atividade cerebral
-exames sanguineos
-outros

Em cirurgias onde não é obrigatório o uso da anestesia geral, podemos utilizar outras técnicas. O bloqueio espinhal como a raquianestesia é uma opção valiosa. Atualmente apresenta baixo risco de cefaleia pós raque (risco de 0,5%, o que já foi um dia, 30 à 40% ). Ela é segura, principalmente pelo baixo volume de anestésico utilizado. O paciente “dormirá” durante o ato cirúrgico pela aplicação de sedativos, fornecendo segurança e conforto .
Outro tipo de anestesia muito utilizada é a local associada a sedação. O paciente dorme durante o ato cirúrgico e o anestésico é aplicado no local a ser operado. Após o término da cirurgia, o despertar é rápido e tranquilo, diminuindo bastante o porte anestesico.
A escolha de cada anestesia tem que ser combinada com a equipe cirúrgica e anestésica de acordo com o porte da cirurgia, antecedentes clínicos, tipo de procedimento, tipo físico, utilização de determinados medicamentos e etc.
Os exames pre operatórios, as visitas pré cirúrgicas e anestésicas para os esclarecimentos e correção de possíveis desvios são importantes para diminuírem os riscos, trazerem as informações valiosas para plena recuperação e tranquilidade necessária para uma cirurgia segura .
Esse esforço conjunto criará uma condução adequada no pré e pós cirurgico, bem estar, menores complicações e recuperação otimizada.

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