GIST- gastrointestinal stromal tumor
Por Dr. Nelson de Souza Liboni
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Definição
Tumores mesenquimais trato digestivo
- Derivadas das células intersticiais Cajal, nível plexo mioenterico, entre a camada muscular longitudinal e circular do trato gastro intestinal;
- Imunofenotipicas e estruturais musculo liso e diferenciação neural , expressam receptor kit CD117( receptor tirosina quinase transmembrana);
- Mutação do gene Kit leva ativação na proteína KIT com estimulo sem oposição para proliferação celular;
- GIST em qualquer local do trato gastrointestinal(50% provenientes do estomago, 20% ID, 10% IG, 5% esôfago e 5% em outras áreas);
- Cerca de 1.500 em cada 5.000 casos de GIST já apresentam metástases em partes distantes do corpo, no momento do diagnóstico. A metástase mais comum localiza-se no fígado, sendo a esperança média de vida na ordem dos 5 anos;
- Endoscopia nem sempre faz o diagnostico;
- Idade entre 40 e 80 a, media de 60ª, sexo incidência semelhante;
- Sintomas frustos. Tumores maiores desconforto e erudir para luz intestinal com sangramento;
- Muitos apresentam recidiva apesar da ressecção completa (peritônio e fígado)e recidiva em 15 meses. Por outro lado, a taxa de recorrência em pacientes com doença localizada é de 35 % e, nos casos localmente avançados ou disseminados, chega a 90 %;
Conduta
- Cirurgia → GIST não metastático. a linfadenectomia regional pode ser evitada uma vez que sua disseminação linfática é rara.
- Imatinib → Doença metastática ou irressecável
- Características:
- tamanho
- localização
- numero de mitoses(>50 campos de grande aumento alto e < baixo grau)
- Estadiamento Shiu e cols:0-nenhum 3 fatores, I-apenas 1 fator prognostico desfavorável, II- 2 fatores prognostico , III- tu > 5 cm, alto grau diferenciação, invasão de orgãos adjacentes).
Conduta após ressecção
- Nenhum beneficio do tratamento adjuvante com RDT ou QT
- Imatinib droga alvo molecular interfere na atividade tirosina quinase dos receptores Kit, sendo considerada terapia adjuvante após ressecção completa do tumor 1º
- A terapia alvo é um tipo de tratamento que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas, provocando pouco dano às células normais
- Ele tem como alvo as proteínas KIT e PDGFRA, bloqueando a capacidade das células tumorais de crescerem e se dividirem.
Tratamento clinico
- A maioria dos GIST reduzem significativamente de tamanho com imatinibe.
- Imatinibe é administrado diariamente VO.
- Efeitos colaterais:
- indisposição gástrica
- diarreia
- dor muscular
- erupções cutâneas
- retenção de líquidos e inchaço no rosto ou tornozelos
- Raramente causa problemas mais graves, como derrame pleural (líquido em volta dos pulmões) ou ascite (líquido na cavidade abdominal)
- função cardíaca
- Tratamento de tumores grandes costumam ter muitos vasos sanguíneos e se reduzir rapidamente o tamanho desses tumores pode levar à hemorragia na massa tumoral.
Outras - tratamento clínico
- Sunitinibe são as proteínas KIT e PDGFRA. O sunitinibe é administrado por via oral, e em muitos casos tem retardado o desenvolvimento do tumor. O sunitinib também pode diminuir o tamanho do tumor.
- Regorafenibe se a doença parou de responder a outras terapias já mais estabelecidas como imatinibe e sunitinibe. O regorafenibe age por interferir na função de algumas proteínas
Cirurgia
- O tratamento para tumores gastrointestinais depende do tamanho do tumor, localização, se existe disseminação da doença e rapidez com que se desenvolve (taxa mitótica).
- Gastrectomia com 2 cm de margem ( linfadenectomia D1 pela classif. Japanese Gastric Cancer Association).
- Baço e fígado mais intervenções, assim como implantes peritoneais
- Morbidade aumenta com o numero de ressecções
- A maioria dos GISTs pequenos precisam ser tratados. Alguns tumores muito pequenos (até 2 cm de diâmetro) podem ter acompanhamento com eco endoscopia uma ou duas vezes por ano
Cirurgia e imatinibe
A possibilidade de um GIST recidivar após a cirurgia:
- Tumor é grande ou não se iniciou no estômago
- As células cancerosas se dividem rapidamente, ou seja, têm um índice mitótico alto
Por isso devemos usar imatinibe, por pelo menos um ano após a cirurgia. Para os tumores que são altamente propensos a recidivar, é recomendado pelo menos 3 anos de imatinib.
Tumores Maiores Localizados com Margens Ressecáveis
- Os tumores maiores ou áreas de difícil acesso iniciar imatinibe até o tumor parar de reduzir seu tamanho.
- < tamanho tumor para realizar a cirurgia. Após a cirurgia, continuar o imatinibe para diminuir a chance de recidiva.
- Se o tumor não reduzir seu tamanho o suficiente para tornar possível a cirurgia, o imatinibe é muitas vezes continuado enquanto for útil. Se este medicamento parar de responder ou se o paciente não pode mais tolerar os efeitos colaterais, pode ser recomendado o uso do sunitinibe. Se o sunitinibe não responder, o regorafenibe pode ajudar alguns pacientes.
Tumores Irressecáveis ou com Metástases
- os tumores gastrointestinais que não podem ser removidos cirurgicamente dependem se disseminaram e da extensão desta
- Imatinibe é a opção preferida para o tratamento inicial. Se o tumor começar a crescer novamente, a dose é aumentada. Se o tumor continuar crescendo ou o paciente não pode tolerar os efeitos colaterais do imatinibe, a troca de terapia alvo para o sunitinibe . Se o sunitinibe parar de responder passar para regorafenib.
- Se tumor reduzir seu tamanho com a terapia alvo, a cirurgia pode ser uma opção para alguns pacientes.
- Tumor se disseminou para apenas 1 ou 2 locais no abdome, como o fígado, pode ser recomendado a remoção do tumor principal e, também, de outros tumores menores. Normalmente, isso deve ser considerado apenas para os tumores de crescimento lento ou que provocam complicações locais, como hemorragia incontrolável.
- Opções de tumores que se disseminaram para o fígado incluem ablação e embolização
- Tumores que não respondem aos medicamentos alvo discutidos acima são difíceis de serem tratados. Alguns médicos podem recomendar outras terapias alvo, como o sorafenibe, dasatinibe, nilotinibe ou pazopanibe.
- Medicamentos quimioterápicos padrão, geralmente, não são eficazes. Outra opção para alguns pacientes é considerar a participação de um estudo clínico com novos tratamentos
Recidiva
- Tratamento depende dependem da localização e extensão da recidiva.
- Imatinibe é provavelmente a melhor maneira de reduzir quaisquer tumores, enquanto for eficaz e o paciente tolerar o tratamento. Se a dose inicial do imatinib não responder, ela pode ser aumentada. Outra opção é tentar sunitinibe ou regorafenibe.
- Tumor único, bem definido, a remoção ou destruição do mesmo pode ser uma opção.